
As roupas estavam jogadas no chão do quarto.
Por entre cortinas amareladas pelo tempo, a luz amontoava-se na madeira dos móveis.
Os corpos estavam nus.
Vestidos de desejo.
Instalada as primeiras respirações foram um afagando ao outro.
As mãos se procuravam.
Os movimentos eram desordenados, desencontrados.
O deslizar, delicado por entre poros e pêlos.
A suavidade, aplacada pelos arrepios que surgiam a cada instante.
Enlaçavam-se, mediados por impulsos intransigentes.
Existiam...
Contrações e vibrações
Palavras mudas nas exorbitâncias sensuais dos sexos.
Vontade, força energia.
Encontravam-se...
Um nos olhos do outro.
Um na pele do outro.
Completavam-se...
Em lábios cedilhados pelo beijo.
No escorregar de línguas
No desconhecido
No sexo
Eram...
Frágeis, como pétalas atiradas às brisas
Fortes, como jangadas em mares bravios.
Construções ordenadas no caos do momento.
Corpos dóceis.
Triunfos, livres
Um nos braços do outro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário